A gravidez é um acontecimento desejável e marcante, na vida de muitas mulheres. É também um período crítico, incutido de várias mudanças e transformações a nível psicológico, físico e social. A vivência da gravidez e a expectativa da maternidade mergulha a mulher num turbilhão de sentimentos, afectos e pensamentos que lhe exigem transformações, ás quais nem sempre tem resposta. A gravidez é mais do que a concepção e a maternidade vai mais além do momento do parto. Deste modo podemos vê-los como processos dinâmicos de construção e desenvolvimento. Estes são por excelência, dos momentos mais transformadores de toda uma vida. A adaptação á parentalidade é por excelência um período de mudanças, por um lado altura propícia ao desenvolvimento pessoal, mas também susceptível de novas vulnerabilidades. Factores ligados á mulher, ao bebé e ao meio envolvente, parecem contribuir para esta adaptação. Esta é talvez a primeira grande mudança com que a mulher e o casal vão ter de lidar. Será que o novo elemento traz novo sentido ao casal ou ameaçará a estabilidade atingida na conjugalidade? O que prevalece: "um é pouco" ou "três é de mais"?
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